..Zuzu Angel
   
Zuzu Angel
Nascida em Curvelo (5/6/1921), faleceu no Rio de Janeiro (14/4/1976), em acidente automobilístico até hoje discutido. Morou em Belo Horizonte e na Bahia, estabelecendo-se na capital fluminense em 1947. Estilista de renome internacional, Zuleika Angel Jones (Zuzu) foi dona de loja em Ipanema e realizou memoráveis desfiles tanto no Brasil quanto no exterior, inclusive nos Estados Unidos. Em suas coleções, evocava manifestações da cultura popular, sobretudo nordestina. Amiga de Chico Buarque, ganhou do compositor a canção “Angélica”, gravada por grandes intérpretes. Protagonizou um dos maiores dramas da história brasileira, durante o regime militar, quando iniciou a busca desesperada pelo corpo de seu filho Stuart, morto nos porões da ditadura. Mãe da jornalista Hildegard Angel, teve sua vida imortalizada no filme de Sérgio Rezende.
   
   
..Adaucto Lúcio Cardoso (Ministro)
   
Adaucto Lúcio Cardoso
Nasceu em Curvelo, a 24 de dezembro de 1904, filho de Joaquim Lúcio Cardoso e Maria Wenceslina Cardoso. Faleceu a 20 de junho de 1974, no Rio de Janeiro. Morou certo tempo em Várzea da Palma. Tinha 10 anos quando se mudou com a família para Belo Horizonte. Na capital mineira concluiu o curso secundário. Em 1927, no Rio de Janeiro, onde se encontrava desde 1923, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, especializando-se em Direito Marítimo. Em 1933 casou-se com Helena Paladini Cardoso, com quem teve 3 filhos: Carlos Eduardo, Ana Lúcia e Eliana. Durante o Estado Novo, combateu os cassinos que proliferavam no país. Ajudou a elaborar o Manifesto dos Mineiros, divulgado em outubro de 1943. Foi vereador no Distrito Federal, deputado federal, presidente da Câmara dos Deputados e ministro do STF. Sempre lutou pela democracia, na defesa dos direitos e garantias individuais. Tornou-se figura de suma importância nos tempos sombrios do regime militar. Sobre seu caráter, declarou Barbosa Lima Sobrinho, membro da
Academia Brasileira de Letras: “Não acredito que, como advogado, fizesse (Adaucto) questão de honorários. Preferia as causas gratuitas, em que se sentia à vontade, revestido da autoridade do desinteresse”
   
   
..Alceu Penna
   
Nascido em Curvelo, em 1º de janeiro de 1915, faleceu no Rio de Janeiro em 1980. Desenhista e estilista, ditou a moda no Brasil por quase 3 décadas. Autodidata, tinha estilo inconfundível. Era o guru das mulheres mais modernas e elegantes do país. Ganhou concurso de fantasia no carnaval carioca. Reformulou a indumentária de Carmem Miranda quando ela partiu para Hollywood. Ilustrou grandes obras literárias. Marcou época em revistas como "O Cruzeiro" (“As Garotas do Alceu”), "A Cigarra", "O Globo Juvenil" e "Manequim", além da Esquire (EUA). Foi peça-chave nos maiores eventos da Rhodia e até hoje inspira os mestres da moda brasileira. Por incrível que pareça, era daltônico, razão por que tinha de escrever em seus lápis as respectivas cores.
   
   
..Álvaro Vianna
   
  Seu nome completo era Álvaro Augusto de Azevedo Vianna. Filho do major Felicíssimo de Souza Vianna de dona Maria Sérgia Pereira da Costa, nasceu em Curvelo, a 22 de março de 1882, e faleceu em Belo Horizonte, a 26 de outubro de 1936. Na terra natal, teve marcante atuação como vereador, jornalista e advogado. Poeta ligado ao movimento simbolista, recebeu do mestre Alphonsus de Guimaraens o cognome de “Discípulo Amado”. Figura em obras de fundamental importância para a história da literatura brasileira. Deixou publicado o livro “Para Quê?”, com poemas apreciados pela crítica e os leitores em geral.
   
   
..André Carvalho  
   
  Filho de Claudovino de Carvalho e Augusta Ferreira de Carvalho, André Ferreira de Carvalho nasceu em Curvelo aos 11 de outubro de 1937. É pai de Moema, Maíra e André, respectivamente advogada, administradora e artista gráfico. Jornalista e escritor, fundou jornal e revista na terra natal. Em Belo Horizonte atuou na revista “Alterosa”, “Correio de Minas”, revista “Três Tempos”, “Diário de Minas” e “Estado de Minas”. Fundou o “Jornal de Domingo”, dirigiu a Imprensa Oficial do Estado e trabalhou nas rádios Guarani, Mineira e Itatiaia. Criou a Rádio Rural, primeira emissora do Brasil dedicada ao homem do campo, teve programa líder de audiência na extinta TV Itacolomi e presidiu a TV Minas. Fez fotonovelas, teatro e quadrinhos. Fundou e dirigiu a editora Comunicação, pela qual publicou centenas de livros importantes. Hoje é diretor-proprietário da editora Armazém de Idéias. De sua vasta obra literária, destacam-se: “Cuba-Libre” (prêmio Casa de Las Américas em Cuba), traduzido ao espanhol, e “Menino Preso na Gaiola” (prêmio Jabuti de Melhor Qualidade Editorial). “Boy in The Cage” e “Squarely” foram editados nos Estados Unidos.
   
   
..Ângelo Antônio
   
Angelo Antonio Ator teatral e de televisão contratado pela Rede Globo, interpreta atualmente o personagem Dorgival, na novela “Duas Caras”. Brilha igualmente no cinema, destaque para as atuações nos filmes “Sombras de Julho” e “Dois Filhos de Francisco”. Várias vezes premiado, nunca escondeu o amor pela terra natal, Curvelo, onde teve como genitores o advogado e professor Ulisses Lopes da Silva e a secretária Marina Carneiro Leal Lopes. Tornou-se mais conhecido do grande público ao encarnar o Alcides da novela “Pantanal”, na extinta TV Manchete. É detentor de vários prêmios.
   
   
..Antônio Gabriel Diniz
   
  Filho de Joaquim Gabriel Diniz e Ana Soares Diniz, nasceu em Curvelo, a 1º de setembro de 1891, e morreu em Belo Horizonte, a 26 de outubro de 1969. Professor e jornalista, foi o maior historiador curvelano de todos os tempos. Casado com Babita Moreira Diniz, teve 11 filhos, entre os quais o famoso advogado Newton Gabriel Diniz e o também historiador Sílvio Gabriel Diniz. Foi ainda escrivão e oficial de registro de imóveis. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e à Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. Deixou, dentre outras, a obra máxima de nossa historiografia, “Dados Para a História de Curvelo”, em três volumes.
   
   
..Antônio Gonçalves de Oliveira (Ministro)
   
Nasceu em 1910 e morreu em agosto de 1992, de enfarto do miocárdio. Curvelano ilustre. Estudou em Sete Lagoas e Barbacena. Formou-se pela Faculdade de Direito da UFMG. Ocupou altos cargos e desempenhou importantes missões na área jurídica. Representou o Brasil em congressos e assembléias no exterior. Foi promotor de Justiça no antigo estado da Guanabara, consultor jurídico do Ministério da Viação e Obras Públicas e consultor geral da República nos governos de Café Filho e Juscelino Kubitschek. Em 1961, tomou posse como ministro no Supremo Tribunal Federal. Assumiria a presidência dessa alta Corte em 1968, mas renunciaria ao cargo 36 dias depois, em protesto contra os desdobramentos do Ato Institucional nº 5.
   
   
..Bolivar de Freitas
   
  Filho de João Henrique de Freitas Sobrinhos e Tercília Pinto de Freitas, nasceu em Curvelo, a 22 de outubro de 1911, e faleceu em Belo Horizonte, a 25 de junho de 1970. Professor, advogado e diplomata, foi deputado constituinte mineiro de 1946. Embaixador em Honduras, El Salvador, Líbano, Etiópia e Jordânia. Teve militância na imprensa, foi secretário de Estado e atuou, em Adis Abeba, como observador do Brasil num congresso sobre educação promovido pela UNESCO. Jurista com várias obras publicadas, deixou, entre outros, o livro “Temas de Direito Internacional”.
   
   
..Celso de Carvalho (Padre)
   
Foto: Calazans
Nasceu em Curvelo, na Fazenda São Sebastião, a 16 de julho de 1913, e morreu em Diamantina, a 17 de setembro de 2000. Filho de Saturnino Dias de Carvalho Júnior e Carmelita de Avelar Carvalho, teve 11 irmãos. Estudou no Seminário Arquidiocesano de Diamantina. Em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana, tornou-se Doutor da Igreja, formando-se em Filosofia, Teologia e Direito Canônico. Exerceu a vida inteira o magistério de nível superior. Astrônomo, prestou serviços à NASA, como observador de satélites na região Sudeste do Brasil. Poliglota, poeta, biógrafo e trovador, deixou vasta obra em prosa e verso. Destaque para os livros “Orquídeas” (1955) e “Estas Ruas Serpeantes” (1992). Deixou vários poemas de exaltação a Curvelo e Diamantina, alguns musicados e até hoje muito apreciados pelo povo.
   
   
..Dalton Moreira Canabrava
   
  Filho de Antônio Barbosa Canabrava e dona Odete Moreira Canabrava, nasceu a 22 de dezembro de 1924, em Curvelo, onde reside até hoje. Casado com Suzana Pinto Canabrava, é pai de Dalton Canabrava Filho e Rodrigo Canabrava. Fazendeiro e médico formado pela UFMG, foi vereador, vice-presidente e presidente da Câmara Municipal de Curvelo. Deputado estadual por várias legistaturas, assumiu a presidência da Assembléia Legislativa de Minas Gerais e o cargo de governador interino (1985). Foi ainda deputado federal constituinte, tendo assinado a Carta Magna de 1988, junto com Ulisses Guimarães e outros próceres da vida pública brasileira. Por sua atuação brilhante, a cidade, o estado e o país distinguiram-no com inúmeras medalhas e homenagens.
   
   
..Eduardo Canabrava Barreiros
   
  Nasceu em Curvelo, aos 11 de julho de 1908. Autodidata, cursou no ensino regular apenas o curso primário. Em 1935 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde instalou escritório de desenho comercial e artístico. Pesquisador, cartógrafo e escritor, fundou o Instituto Cartográfico e pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Publicou, dentre outros, com prefácio de Guimarães Rosa, o livro “O Segredo de Sinhá Ernestina”, prêmio “Afonso Arinos” da Academia Brasileira de Letras.
   
   
..Geraldo Elísio Machado Lopes
   
  Nasceu em Curvelo em 1942. É considerado um dos melhores jornalistas mineiros, tendo recebido o prêmio ESSO em 1976. Começou em 1962 como chargista. Depois foi redator de CN, locutor e noticiarista da Rádio Clube de Curvelo – AM. Atuou no jornalismo em Sete Lagoas e Formiga. Em Belo Horizonte foi repórter do “Jornal de Minas” e do “Estado de Minas”. Teve presença marcante também na Rádio Itatiaia, na extinta TV Itacolomi e na Bandeirantes. Escreveu para a revista “Manchete”, prestou serviços à Secretaria de Estado da Indústria e do Comércio e ocupou o cargo de secretário de Estado Adjunto da Cultura. Assessor de imprensa do Tribunal de Contas e da Assembléia Legislativa, publicou o livro “Plenário à moda antiga”, versando sobre o folclore político nacional. Poeta e escritor, pertence à Academia Sete-Lagoana de Letras.
   
   
..Lúcio Cardoso
   
  Considerado o “Dostoiévski brasileiro”, o magnífico romancista, dramaturgo, poeta, pesquisador e artista plástico, Joaquim Lúcio Cardoso, nasceu em Curvelo, a 14 de agosto de 1912, filho de Joaquim Lúcio Cardoso (seu homônimo) e de Maria Wenceslina Cardoso (Dona Nhanhá). Morreu no Rio de Janeiro a 24 de setembro de 1968. Entre seus irmãos, contam-se a também escritora Maria Helena Cardoso, nascida em Diamantina, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Adaucto Lúcio Cardoso. Foi um artista multifacetado. Escreveu muito. E bem. Dele disseram e dizem maravilhas os mais exigentes críticos literários nacionais e estrangeiros. “Crônica da Casa Assassinada”, sua obra-prima, ganhou tradução na Europa. Pelo conjunto de obra, a Academia Brasileira de Letras concedeu-lhe o prêmio “Machado de Assis”, láurea máxima daquela instituição cultural. Dentre outros trabalhos de sua autoria, destacam-se: “Maleita”, “Salgueiro”, “A Luz no Subsolo”, “Dias Perdidos”, “O Desconhecido”, “Inácio”, “A Professora Hilda”, “O Anfitrião”,
“Novas Poesias”, “Poemas Inéditos”, “Reduto dos Deuses”, “O Escravo”, ‘Angélica”, “O Filho Pródigo”, e por aí vai. Seu brilho foi invulgar no teatro e no cinema. Ele tanto produziu quanto inspirou grandes filmes. Depois de sua morte, seu livro “O Viajante”, deixado por ele inacabado, transformou-se em longa-metragem estrelado por Marília Pera, sob a direção de Paulo César Saraceni. Lúcio foi ainda cultor de idiomas. Com propriedade, traduziu ao português obras de autores célebres, como Tolstói, Kalidasa, Brontë, Vance, Sinclair, Baring, Defoe, Goethe e Austin. Dedicou-se mais à pintura após o derrame cerebral que o levaria à morte. Em Curvelo é patrono de Cadeira na Academia Curvelana de Letras e denomina um grêmio acadêmico-literário voltado para adolescentes e jovens. Na opinião geral, é o maior nome da intelectualidade curvelana em todos os tempos. A propósito de “O Enfeitiçado”, escreveu José Lins do Rego: “A força do romancista está na sua percepção aguda dos fenômenos da natureza humana. Lúcio Cardoso não descreve no plano da geometria analítica. Há na sua visão a penetração dos videntes, aquela maneira quase infernal de um Julien Green, em dissecação que não é dos sentidos como em Proust, mas que se exercita sobre as camadas subterrâneas da alma... O grande poeta não tem medo das palavras e se deixa dominar pelo ritmo de uma música que se derrama pelas suas alucinações como o gemer de uma fonte no fundo da terra... Ficamos entre o sonho e a vida, arrebatados pela magia de uma prosa sem ossatura, carne incendiada de pecado.”
   
   
..Luiz Canabrava
   
  Luiz Carlos Olivé Canabrava nasceu em Curvelo, lá pelos idos de 1928. Ganhou projeção nacional como escritor e artista plástico. Estudou em Ouro Preto, Belo Horizonte e Juiz de Fora. Depois se fixou no Rio de Janeiro. Muito elogiado pela crítica, ganhou em 1953 o prêmio “Fábio Prado”, da Sociedade Paulista de Escritores, com o livro de contos “Sangue de Rosaura”, publicado pela editora José Olympio. É também de sua autoria a apreciada obra “Sexo Portátil”.
   
   
..Luiz Cláudio
   
  Filho do Sr. José de Castro e de dona Amélia, Luiz Cláudio de Castro nasceu em Curvelo. Menino ainda, revelou os pendores artísticos que mais tarde o transformariam em personalidade nacional. Na adolescência e na mocidade, envolveu-se com o violão e o cavaquinho. Aos 19 anos, cantou pela primeira vez na Rádio Clube de Curvelo. Em seguida, apresentou-se em Belo Horizonte, na Rádio Inconfidência. Não demorou muito, estava gravando pela Sinter e fazendo sucesso na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, cidade onde reside atualmente. Contratado pela Mayrink Veiga, liderou as paradas musicais. Tornou-se campeão na venda de discos no país, gravando “Blim, Blem, Blam” e “Sinos de Belém”, a canção mais tocada no Natal de 1955, ano em que ele recebeu disco de ouro. Brilhou na televisão. Flávio Cavalcanti dizia que ele era um “moço de ouro” e possuía “voz encantadora”. Até hoje é sucesso de crítica. Para comprovar isso, basta ler recentes artigos de Tárik de Souza e ouvir alguns programas de Arthur da Távola. Arquiteto de formação, artista plástico da melhor qualidade, é um dos maiores nomes de Curvelo em todos os tempos. Sobre ele escreveu Carlos Drummond de Andrade: “Luiz Cláudio é todo sentimento e todo Brasil. Um Brasil que começa em Curvelo e vem acabar no coração da gente”.
   
   
..Mário Pinto
   
  O poeta Mário Pinto da Silva nasceu a 11 de julho de 1886, em Curvelo, onde morreu a 18 de julho de 1911. Viveu pouco, mas deixou obra significativa como sonetista ao melhor estilo parnasiano. Escreveu várias peças teatrais, entre as quais a “Curvelo em fraldas”, e publicou, de poemas, o festejado livro “Preces”.
   
   
Nina Salvi
   
  Com esse pseudônimo, fez muito sucesso a escritora curvelana Noêmia de Salvo Souza, nascida a 25 de fevereiro de 1902, filha do major Antônio Salvo e de dona Maria Bella Penna de Salvo. Premiada em concurso de literatura infantil do Ministério da Educação, não parou mais de contar suas histórias e encantou a crítica e o público leitor, principalmente as crianças. Dentre outras obras, lançou: “O Milho de Ouro”, “O Tesouro da Ilha”, “Os Anões Encantados” e “A Ceguinha do Poço”. Chegou ao teatro com “Ana Lúcia no País das Fadas”, livro colocado pela UNESCO, em 1974, entre os melhores da literatura infantil no contexto internacional.
   
   
Paulo César Lopes
   
  Paulo César Carneiro Lopes nasceu em Curvelo, a 25 de junho de 1965, filho de Ulisses Lopes da Silva e Marina Carneiro Leal Lopes. É irmão do ator Ângelo Antônio, da Rede Globo de Televisão. Doutor em Literatura Brasileira pelo Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo, publicou: “Sonho do Verbo Amar” (Ateniense), “Utopia Cristã no Sertão Mineiro – Uma Leitura de A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (Vozes), “Uma Dor Muito Grande com Umas Asas Enormes” (Nankin) e “Pode Um Cristão Ser Budista?” (Paulus). É professor e pesquisador da Universidade Camilo Castelo Branco. Dramaturgo, escreve roteiros para TV e já teve duas peças encenadas: “Não Flor Nem Fera” e “Zé”, esta em parceria com Valentim Facioli e Kaká Werá Jecupé. Reside em São Paulo.
   
   
Paulo Júnior (PJ)
   
Músico de renome, o curvelano Paulo Roberto Diniz Júnior, o PJ, é filho dos saudosos Paulo Roberto Diniz (odontólogo), mais conhecido como “Paulo Botão”, e de Mércia Maria Costa Diniz. Verdadeiro mago do contrabaixo, integra a banda Jota Quest, uma das mais queridas do público jovem brasileiro. PJ eleva o nome de Curvelo no Brasil e no exterior, em shows consagradores, bem como em magníficas apresentações nas grandes redes de televisão.
   
   
Policena Mascarenhas Barbosa
   
  Segunda filha de dona Maria Teodora Mascarenhas e do Sr. Bernardo Ferreira Pinto, Policena nasceu a 22 de janeiro de 1869 e morreu a 20 de janeiro de 1919. Casou-se com Antônio Mascarenhas Barbosa, com quem teve um único filho: Raimundo Mascarenhas Barbosa, químico, farmacêutico, fazendeiro e vereador em Curvelo. Foi esposa e mãe dedicada, além de católica fervorosa e dotada de forte espírito caritativo. Vivia na periferia da cidade, alimentando os famintos e tratando dos enfermos. Reza a tradição que ela estava sempre às voltas com problemas porque freqüentemente perdia alguns de seus objetos, principalmente chaves. Após seu falecimento, surgiu a crença de que sua bondosa alma, mediante preces, ajuda a encontrar coisas perdidas. Ela então se tornou “milagreira” e seu nome extrapolou as fronteiras da cidade e até do estado. Seu túmulo, no Cemitério das Palmeiras, é um dos mais visitados por fiéis que vão pedir ou agradecer benefícios.
   
   
Raimundo Martins dos Santos
   
  Conhecido como Diquinho, nasceu em Curvelo, a 6 de junho de 1929, filho de Cesário Martins e Juscelina Martins dos Santos (Dona Jove). Comerciante afamado, jornalista veterano. Iniciou carreira no extinto “Centro de Minas” e em “O Pão de Santo Antônio”. Foi colunista de jornais da capital mineira e um dos fundadores da revista do Cruzeiro Esporte Clube, time de seu coração e do qual é conselheiro. Em 1959, ao lado de André Carvalho, Cláudio Castilho e José Calazans, fundou a revista CN, depois transformada em jornal. Permanece até hoje na direção desse mais antigo veículo jornalístico em circulação na cidade e nas redondezas, com repercussão em todo o país e no exterior. Foi vereador e líder do prefeito por dois mandatos. Na Câmara Municipal, assumiu interinamente a presidência. Presidiu a Associação Comercial de Curvelo, onde deixou extensa folha de serviços prestados. Sempre teve também marcante pioneirismo nos setores esportivo e cultural. Detém vários prêmios, comendas, medalhas e diplomas de honra ao mérito por sua atuação na comunidade curvelana. Reside em Belo Horizonte, onde dirige sua loja, a tradicional Móveis da Vovó.
   
   
Rita Paixão
   
  Curvelana nascida em Santa Rita do Cedro, filha do dentista Zeca Paixão e de dona Maria Cândida Ribeiro, Rita Paixão estudou música no Conservatório Mineiro, em Belo Horizonte. No Rio de Janeiro, tornou-se aluna do célebre professor Murilo de Carvalho. Aperfeiçoou-se como cantora de câmera, dando início a uma carreira de muito sucesso. Conquistou platéias e a crítica especializada. A ela se referiram com entusiasmo grandes mestres, entre os quais Andrade Muricy. Conquistou inúmeros prêmios, interpretando composições de seus autores prediletos: Häendel, Schumann, Schubert, Brahms, Turina e Villa-Lobos.
   
   
Siá Reginalda
   
  Chamada de “Santa Mendiga”, Reginalda América da Cunha, a “Siá Reginalda”, nasceu, viveu e morreu em Curvelo. Nasceu nos fundos de uma casa antiga, em 23 de maio de 1835, um Domingo de Pentecostes. Morreu em 8 de outubro de 1919. Com um homem conhecido apenas pelo apelido de “Bicho”, que talvez a tenha violentado, teve uma filha batizada com o nome de Antônia e falecida tuberculosa aos 24 anos. Mãe solteira, trabalhou na casa do coronel Antônio Francisco de França Canabrava, que foi agente executivo municipal. Sempre dormia em casa com a mãe, Catarina. Devota do Santíssimo Sacramento, discorria sobre a presença de Cristo na Eucaristia com a propriedade dos teólogos. Quando menina, assistiu a um enforcamento (D. Pedro II acabaria depois com a pena de morte) e ficou profundamente abalada. Quando morreu, residia num barraco pequeno, na hoje Rua Joaquim Felício, perto do Beco do Seu Levindo. Segundo relato de sua sobrinha-neta Regina
Nunes, era de estatura mediana, rosto pequeno e redondo, pescoço comprido, olhos negros e brilhantes, cabelos pretos, densos e corridos. Muito religiosa e dotada de forte espírito caritativo, pedia aos mais abastados para distribuir com os mais pobres. Apesar da mendicância, possuía considerável cultura. Lia a Bíblia e a “Imitação de Cristo”. Conhecia as obras de São João da Cruz, Santa Teresa, São Francisco de Sales e Santo Afonso de Ligório. Após seu falecimento, inúmeras pessoas começaram a dizer que recebiam graças por intercessão de sua alma, o que até hoje provoca grande afluxo de fiéis a seu túmulo, no Cemitério das Palmeiras. A fama de “milagreira” se alastrou e ganhou a imprensa. Jornais de Curvelo (CN, principalmente), de Minas e do Rio (O Diário, O Globo, A Última Hora, etc.) dedicaram páginas inteiras ao fenômeno. Na mesma linha seguiu a revista Manchete, com reportagem de capa.
   
   
Sílvio Gabriel Diniz
   
  Nasceu em Curvelo, a 25 de março de 1917, e faleceu em Belo Horizonte, a 4 de junho de 1987. Estudou no Ginásio Padre Curvelo e no Caraça. Formou-se pela Escola Superior de Agronomia de Viçosa, hoje Universidade Federal. Dirigiu a Escola Média de Agricultura de Florestal e atuou na Secretaria de Estado da Agricultura de Minas Gerais. Historiador e pesquisador, pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e a várias outras entidades ligadas à historiografia e à cultura. Publicou, dentre outras obras: “Capítulos da História de Pitangui” (1966), “Curvelo, Meu Curvelo” (1975) e, em parceria com seu pai, o também historiador Antônio Gabriel Diniz, o terceiro volume de “Dados Para a História de Curvelo”, este postumamente (1989). Colaborou na grande imprensa e em jornais de Curvelo e região, bem como nas revistas das instituições de que fez parte. No dia seguinte ao de sua morte, o “Estado de Minas” prestou-lhe comovente homenagem.
   
   
Vianna do Castelo
   
  Augusto de Vianna do Castelo nasceu em Curvelo, em 1874, e morreu em 1954. Era filho do major Felicíssimo de Souza Vianna e de dona Maria Sérgia Pereira da Costa. Estudou as primeiras letras na terra natal, indo depois buscar conhecimentos em Ouro Preto. Bacharelou-se em Direito em São Paulo, aos 19 anos de idade. Em Curvelo exerceu a advocacia e foi promotor de Justiça. Dedicou-se também ao comércio e à política. Foi deputado federal e líder da maioria no governo de Artur Bernardes. Em Minas, no governo de Antônio Carlos, respondeu pela Secretaria de Estado da Agricultura. Na gestão de Washington Luiz, ocupou o Ministério dos Negócios e da Justiça. Por questões políticas, viveu alguns anos exilado na Europa. Era amigo do escritor Humberto de Campos, que sobre ele escreveu bela crônica, incluída na série “Perfis”.
   
   
OBS.: Em breve serão incluídos outros curvelanos natos e figuras exponenciais ligadas de alguma forma à vida ou história de Curvelo.